New Music International Festival 2013. De 30/11 a 08/12.
Novas Frequências 2013

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Nascido em Vancouver, no Canadá, Tim Hecker, é atualmente o artista da música ambiente mais badalado do mundo. Terminando um PHD em história da Música em Montreal, Hecker, faz música desde 2001 mas sua consagração só chegou em 2011 com o disco Ravedeath, 1972, que apareceu em muitas listas de melhores daquele ano.

Classificar Tim Hecker como música ambiente é vago e preguiçoso. Em suas músicas ouvimos sussurros de: música eletrônica, drone-metal, Indie clássico, Rock e até mesmo Pop. Hecker, é um mestre em criar paisagens sonoras, reverberações pungentes e densas camadas de instrumentos e sons.

Ouça por inteiro o disco Ravedeath, 1972

Famoso por seu perfeccionismo, Tim Hecker, chegou a exaustão em Ravedeath, 1972. Em recente entrevista a revista Spin Hecker disse:

“Existem alguns momentos em que eu estou perdendo minha cabeça, onde partes estão crescendo, há 20 camadas de coisas, e eu estou tentando equilibrar tudo da maneira certa – é tecnicamente desafiador e espiritualmente exaustivo… . Em desespero, você pensa que é só mais um disco que você não conseguiu chegar aonde esperava, porque foi para outro lugar, é um sentimento estranho de você ser quase que uma falha parcial.”

Essa frustração e perfeccionismo ficam claros quando você lê os nomes de algumas das músicas em Ravedeath: “Música do Ódio I e II; “Suicídio de Estúdio“, “Paralisia Analógica“, Hecker estava neurótico e isso afetou sua forma de compor. Mas agora, em Virgins (seu último disco), essa raiva toda é passado.

Virgins é a sua libertação. Ao invés de sua já conhecida “densidade sonora”, Hecker presa por pequenos espaços e respiros profundos em suas composições. Influenciado por compositores como Steve Reich e Phillip Glass, Hecker, fez de Virgins, seu álbum mais rítmico até hoje.

Ouça por inteiro o disco Virgins

 Em seus shows, Hecker é conhecido por levar algumas pessoas as lágrimas ou faze-las dormirem profundamente. O jornalista musical Chandler Levack disse que a musica de Hecker ao vivo:

“era tão intensa que me deixou um pouco enjoado. Meus dentes trepidavam, meus ouvidos apitavam e o chão vibrava muito. Parecia que a música estava te engolindo, como se você estivesse dentro de uma barriga de baleia. Eu nunca tinha ido a um concerto que demandasse tanto fisicamente de mim.”

Ou seja, podemos esperar uma experiência visceral em seu show.

– Tim Hecker toca no dia 08/12 no Oi Futuro Ipanema.