New Music International Festival 2013. De 30/11 a 08/12.
Novas Frequências 2013

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Na Amoeba com Stephen O’Malley

O metaleiro mais experimental do mundo foi as compras na famosa loja de discos Amoeba e na sua sacolinha levou várias preciosidades:

A Trilogia de Morte da compositora eletrônica Elaine Radigue:

O disco “The Last Camel In Paris” do famoso músico minimalista Terry Riley:

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Apresentando: Stephen O’Malley

Stephen O’Malley tem todos os estereótipos de um metaleiro: é cabeludo, tem barba e ta sempre vestindo uma camiseta preta e uma jaqueta. Mas não se precipite em julgar o cara como um mero metaleiro que curte música alta, bumbo duplo e solinhos de guitarra. O’Malley, é hoje o cara que mais trabalha no mundo do metal.

Além de ser um dos fundadores da famosa banda de doom Sun O))); é membro de dezenas outras bandas de metal como: KTL, Khanate e Gravetemple; já colaborou com gente como Tim Hecker, Boris, Jim O’Rourke e Keiji Haino; e ainda arruma tempo para fazer a maioria das capas de seus discos e ser responsável por capas de artistas como: Oneohtrix Point Never, Earth e Boris.

Apelidado de Oráculo do Drone e Duque do Doom, O’Malley, vem expandindo e cavando o gênero do metal, re-configurando o estilo com as frequências mais baixas imagináveis e no processo mutando seu escopo composicional.

Suas principais armas são a guitarra e uma pilha de amplificadores. Com essa simples combinação, consegue produirz insistentes ruídos viscerais que  fazem rachaduras nas paredes e provocam uma reação não só na sua cabeça mas também no seu estômago.

Ao vivo, O’Malley, não gosta de ser foco da atenção. Ele se torna um mero subordinado a atração principal: a quente, indiferenciada, úmida, constante e singular massa de som. Em seu shows, não ouvimos solos de guitarra ou riffs maneirinhos, mas sim uma concreção massiva de som. Altos mas não duros, os sons, começam graves e vão intensificando gradativamente até que transformem o espaço em uma câmera escura repleta de sustentação.

 Show completo do Stephen O’Malley em Paris

Chame de ritual ou cerimonia, o show de O’Malley promete ser uma experiência catártica e devastadora.

Stephen O’Malley toca dia 08/12 no Oi Futuro Ipanema.


Apresentando: Tim Hecker

Nascido em Vancouver, no Canadá, Tim Hecker, é atualmente o artista da música ambiente mais badalado do mundo. Terminando um PHD em história da Música em Montreal, Hecker, faz música desde 2001 mas sua consagração só chegou em 2011 com o disco Ravedeath, 1972, que apareceu em muitas listas de melhores daquele ano.

Classificar Tim Hecker como música ambiente é vago e preguiçoso. Em suas músicas ouvimos sussurros de: música eletrônica, drone-metal, Indie clássico, Rock e até mesmo Pop. Hecker, é um mestre em criar paisagens sonoras, reverberações pungentes e densas camadas de instrumentos e sons.

Ouça por inteiro o disco Ravedeath, 1972

Famoso por seu perfeccionismo, Tim Hecker, chegou a exaustão em Ravedeath, 1972. Em recente entrevista a revista Spin Hecker disse:

“Existem alguns momentos em que eu estou perdendo minha cabeça, onde partes estão crescendo, há 20 camadas de coisas, e eu estou tentando equilibrar tudo da maneira certa – é tecnicamente desafiador e espiritualmente exaustivo… . Em desespero, você pensa que é só mais um disco que você não conseguiu chegar aonde esperava, porque foi para outro lugar, é um sentimento estranho de você ser quase que uma falha parcial.”

Essa frustração e perfeccionismo ficam claros quando você lê os nomes de algumas das músicas em Ravedeath: “Música do Ódio I e II; “Suicídio de Estúdio“, “Paralisia Analógica“, Hecker estava neurótico e isso afetou sua forma de compor. Mas agora, em Virgins (seu último disco), essa raiva toda é passado.

Virgins é a sua libertação. Ao invés de sua já conhecida “densidade sonora”, Hecker presa por pequenos espaços e respiros profundos em suas composições. Influenciado por compositores como Steve Reich e Phillip Glass, Hecker, fez de Virgins, seu álbum mais rítmico até hoje.

Ouça por inteiro o disco Virgins

 Em seus shows, Hecker é conhecido por levar algumas pessoas as lágrimas ou faze-las dormirem profundamente. O jornalista musical Chandler Levack disse que a musica de Hecker ao vivo:

“era tão intensa que me deixou um pouco enjoado. Meus dentes trepidavam, meus ouvidos apitavam e o chão vibrava muito. Parecia que a música estava te engolindo, como se você estivesse dentro de uma barriga de baleia. Eu nunca tinha ido a um concerto que demandasse tanto fisicamente de mim.”

Ou seja, podemos esperar uma experiência visceral em seu show.

– Tim Hecker toca no dia 08/12 no Oi Futuro Ipanema.